quinta-feira, 14 de agosto de 2014

INDEFERENÇA

A ignorância de quem ignora, é tão ignorante, mas tão ignorante
Que chora, mas não grita...
É claro que não falo daquela ignorância barata e bruta,
que grita por tudo e por nada
Quando falo de ignorância refiro-me à ignorância filha da puta... À astuta
Daquela que rumina calada até ás pregas
Da que se amofina sem se importar com o cheiro,
Daquela que se omite de cinzas feito cinzeiro
Recipiente atolado de beatas que nunca dá parte fraca...não vá algum dia se queimar
Como se a ignorância pudesse ser matreira e sagaz, feito raposa que sorrateiramente ataca mordaz sem deixar rasto
Ainda assim não sei qual destas ignorâncias será a mais ignorante
Se a que se insurge sem se importar com "o incomodar" dos outros
Ou aquela que chora por dentro, sem se presentear no cumprimento do lamento,
de um lamuriar a preceito.
Mas o que não compreendo porque não é lógico, é o facto de nos ignorarmos a nós próprios quando ignoramos alguém...
Sim porque a ignorância de ignorar os outros não é mais do que uma encenação de sermos aquilo que não somos. E há tanta gente que de facto ainda pulsa, sem ser realmente já quase que ninguém...

A ignorância é a distância indiferente à direcção
É um piloto automático que tutela o corpo conferindo-lhe orientação
É o passear pela vida sem qualquer tipo de pressuposto
E voltar todos os dias em contra mão, acabrunhado e indisposto
Só porque num dos bolsos, jaz uma chave de casa...

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