sábado, 16 de fevereiro de 2019

NÃO FALA À TOA



Para quê usar constantemente nas redes sociais, de frases em Inglês, se no domínio do Português, o seu saber fica tão longe de se alfabetizar ?

sábado, 26 de janeiro de 2019

MEMÓRIAS


Quando o sentimento se deixa deturpar pela matemática, 
o amor foge para longe escondendo-se com vergonha.
Ao se sobreporem na prática, 
lógicas de sentido 
a juras de um amor eterno.

O mais efermo dos homens 
é com toda a certeza
aquele
em cujo os gestos
não souberam reverter
um passado de indecisões.

E de uma acertada pulsação a intermitentes palpitações
Bate hoje um coração combalido
Fraco
Débil e doente
À porta do seu último grito,
Tudo por um dia não lhe terem dado atenção…
Repercutindo o sentido
Quando ainda havia tempo e uma cura
E tantos desejos por viver

domingo, 13 de janeiro de 2019

COTAÇÃO DA PULSAÇÃO



Quem és tu ?
O que vales ao certo ?
Perguntas são sempre perguntas
E as respostas serão sempre dúbias
para refutar uma verdade maior

Ninguém sabe ao certo o seu valor
Nem mesmo o dinheiro o saberia quantificar,
se não lhe atribuíssemos uma cotação

O nosso valor, esse, é infinito
Dito em modos de sabedoria popular
À boca cheia
De ânimo leve
Visto de dentro para fora
E tangível visto sob um olhar fugaz e desatento de um mundo que a cada segundo se transforma

Tu és tão e somente
o resultado do que expões e daquilo que potências,
Por entre os olhares atentos da atenção
O teu valor é um reflexo daquilo que dás,
não daquilo que  crês

O teu preço é uma realidade perecível na atenção que despertas

O teu valor, esse, tem realmente um preço!
Pois bonito ou feio tu serás sempre o mestre
o grande obreiro desse adereço,
na construção da tua cotação,
dessa tua farsa

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

SÊNECA




Não é pelas coisas serem difíceis 

que nós não ousamos. 

É justamente por não ousarmos 

que elas se tornam difíceis.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

CONEXÃO


Toda a particula quando se conecta multiplica a matéria.
Toda a letra na escrita quando se enrola nas silabas, formam as palavras
E toda a singularidade quandro se abraça, suspira, e, fecha os olhos ao fundo, potencia uma relação.
A informação é assim, acontece!
Ela é assimilada diáriamente e depreendida na gente, pelos gestos, moldando um caminho.
Uns acham que o futuro é um destino
Outros acham que é um resultado do jogo entre a sorte e o azar.
Eu, por mais que viva a sonhar acho que o futuro é apenas resultado de imediatos de informação.
Pois tudo o que foi, é, e o que virá conjuga-se num verso até formar a rima.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

CONDUTA



O que me faz acreditar não são as juras de um amor eterno
Não são os beijos molhados e impregnados de puro prazer
Nem tão pouco é a minha vontade a desejar-te mais alto pela tua atenção, toda e só toda, toda ela todinha só para mim

O que me faz acreditar tem muito mais a ver com o genuino, com aquele ser que de facto tu trazes agarrado a ti. Com aquela mulher que no fundo tu és e te vestes algures longe de mim, do que, com aquela que tu pensas, trazes, bailas e representas no palco ao meu redor.
Toda a tua sombra, os teus segredos, os desejos que calas e a tua fragilidade, vêem de alguma forma sempre à tona, agarrados em ti

Queres me fazer acreditar?
É fácil...
Valoriza os momentos quando estás  longe de nós

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

VALE SEMPRE A PENA




O amor ensinou-me a ir até à última curva...
A arriscar caminhos, sem medir a culpa, a enfrentar batalhas para aguentar na luta, enquanto houver esperança e maneiras de um passado não se apagar.
Antigamente eu não era assim.
Vivia o meu dia a dia descomprometido de uma relação de cumprimento. Era rebelde e tremendamente orgulhoso para pedir desculpas, achando uma cobardia dar o braço a torcer sempre que a meu ver eu tivesse razão.
Hoje não... hoje não sou assim!
Hoje mesmo com razão eu dou por mim a ceder, tentando sacudir o enrendo das possibilidades de um fim.
O amor, ensinou-me a ir até ao fundo do fundo, para lá de mim, dessa fronteira da razão.
A investir todas as fichas antes da chegada dos dias moribundos, do tremendo apagão. Onde surdos de nós não damos ouvidos à voz, que calamos, ao nos projectarmos a sós no reflexo rectangular e espalmado de um espelho.
Por nós vale sempre a pena ceder
Por amor vale sempre a pena reconsiderar
Por ti vale mesmo a pena entender que por mais agrestes que sejam as nossas discussões há sempre bem mais motivos nas nossas pulsações para juntos querermos ficar