segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O QUE ÉS TU AFINAL

Tu não és tu...
Tu não és o cru do teu interior
Tu não és um sr. ou uma espécie particular de doutor, que é exímio das pertuberancias de ti
Tu és não és assim...

Tu não és tu
Tu não és aquilo que pensas
Tu não és, tão pouco, do pão ou do miolo com que te alimentas
Tu não és o ADN ou uma semente que vira folha perene, que por ti rebenta, e apodrece, o que amorteces no palato da tua bouca

Tu não és tu
Tu não és os sonhos que te assomam da dormência do sono 
Tu não és na métrica as convicções, as angústias, as frustrações...
Tu na realidade nem és o teu dono
Tu não és tu

Tu não és tu
Tu não és a ausência incredula que por ti tanto choras
Tu não és a tolerância da espera, que dizem "os entendidos", que fica bem ou que te abona
Tu não és aquele convicto, de que, o que não tens seria o antídoto, para chegar à parte de um todo
Tu não és assim!

Mas que raio tu és a final?
Creio que nem és a moral, na sua mais fina flor, nem tão pouco o ético seja ela a razão qual for.
Mas na certeza porém és alguém, imensamente incompreendido, uma espécie de ser entre um todo absluto e o insignificante relativo, com mais tempo real do que um verbo no presente do indicativo, seja nele quais forem as suas conjugações

Não te procures, deixa acontecer
Só assim és um pouco mais, no final

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