segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

EXTRACTO DA DOR

Há dores que incomodam sem doer
Há vidas que se arrastam sem viver
E há um azul do céu que nos faz crer que há tempos para lá das suas constelações 

A realidade é uma dor que não dói mas que corroi a imaginação
Por isso a poesia é tão palpitante
Com uma direcção tão plena e inebriante, de possibilitar abrigo ao apetecido dos gestos

Se o mar hoje, não beijar a terra e se o céu  lá em cima não for o tecto do dia para nos abrigar o que será do amanhã quando a nortada da dor, em seus ventos nos castigarem ?

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