quarta-feira, 9 de setembro de 2009

REGISTOS NA TELA



O sorriso esta em crise

Tudo o que é espontâneo e barato é depreciativo

O egoísmo degenera a crise de afectos

A entropia adianta e quantifica as qualidades em tumores

Que alastram ao ritmo do crude derramado em mar alto



Os espelhos estão por toda a casa

A solidão está lançada

O pó acumula-se por todos os recantos da inércia

O amor, esse, só brota nas páginas de um livro de ficção



Dia dos namorados

Natal

Dia da Mãe

Dia mundial da criança

Páscoa

Dia da mulher

Dia da papoila

(...)



Enquanto uns comemoram o dia

Há aqueles que comemoram as manhãs

Um novo despertar

Espaços que tu não vês

E que são registados na tela

por alguem que respirou momentos únicos

Por alguém que partilhou de forma mágica

Por alguém que bebe da fote com a mão

Sem esperar datas festivas para saciar a sua sede

sábado, 15 de agosto de 2009

Emoções




Se fores para o jardim
leva um livro e uma caneta,
descalça-te…
e rabisca o odor das flores

Se fores para a praia,
leva a alegria
para que, a maresia e o sol,
se misturem no gosto da tua boca

Se fores para a floresta,
leva a paciência
para perseguires
os gritos mudos de 1 milhão de formigas

Se fores para o mar,
leva a ilusão,
para que na linha do horizonte,
possas avistar o sol a dizer-te adeus

Se fores voar,
leva o sonho,
puxa uma nuvem para te acomodares
…e paira na almofada das curiosidades

Se fores para um outro qualquer lugar,
leva-me contigo
E aprende a trazer-me sempre de volta
Em recordações de embalar

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Descomplicar


A escrita flui sem sentido em busca de uma ideia que me traga a tona
No vazio de ideias só quero algo interessante
Quero agarrar os leitores com palavras que se encaixem
Busco nas entranhas da minha vivência sabedoria …
alguma luz que traduza…êxito

O querer agradar o próximo é uma obra “envenenada” .
Pensar pela cabeça alheia é como dar conselhos sem se rever neles
É melhor ser reconhecido por quem tu és
do que por tudo aquilo que te imaginam

Elaborar um texto sem pensar no tema
É como viver sem metas

Vou mais fundo, e eis que a ideia surge…

Ter êxito dá uma trabalheira
Só que os demais ofuscam-se nessa luz do reconhecimento
E não somam as horas árduas para o conseguir
Toda e qualquer obra só é “reconhecida” porque está lá muito trabalho
O êxito só o é na verdade se o próprio se rever nele e não nos demais

É nas pequenas coisas que arranjo respostas para as grandes causas
Toda esta contradição é o que nós somos
Seres complexos habituados a complicar
Habituados a querer o que é dos outros
Habituamos-nos com a ideia que, o mais difícil, é o caminho!
Na verdade não nos educamos a “descomplicar”
A dar valor ao que está em nosso redor
A amar o que já temos

E assim rendilho o meu texto
Nem sempre interessante, mas sempre meu!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Porto de abrigo


Tudo o que nos resta é o nosso espaço
E muitos de nós, não nos deixamos envolver, somos egoístas.
Todos nós já o fomos …tenha a certeza disso!
Sei o quanto é saudável termos o nosso espaço
Mas por vezes esta “solidão” pode se tornar doentia
por tanto a privar.

Como alguém disse em tempos...
"A maior prova de amor, é dar a liberdade" (o nosso espaço)

Mesmo assim, ninguém se entrega por completo!

...estes momentos só existem,
unicamente para serem o nosso “porto de abrigo”

Saudavelmente vou-me abrigando neste lugar,
onde encontro a equanimidade de
....TODO O MEU EQUILÍBRIO

domingo, 30 de novembro de 2008

Divagações


Um dia perguntei ao sono se estava acordado?
Tu vives a dormir, foi a sua resposta...

Um dia perguntei ao saber qual a(s) disciplina(s) que haveria de estudar?
Sabiamente respondeu-me:
Ela não se ensina, depreende-se em cada pedra pontapeada, tu mudas o rumo das coisas, não deixes que sejam pedras a mudar o rumo do teu saber

Um dia perguntei as estrelas qual o caminho?
Elas responderam assim:
É na ilusão entre o medo e a informação que reside a verdade, nós apenas iluminamos o que queres ver, o que o medo do escuro, faz com que não alcances

Um dia perguntei ao sábio, o que é a felicidade?
Pergunta a uma criança, ou melhor concentra a tua atenção nelas e tenta viver feito, petiz… disse ele.

Um dia perguntei a mim quem eu era?
E os dedos crepitaram feito reumatismo do saber
…só sei quem foste, disse-me uma voz vinda cá de dentro
…sei que foste corajoso, amigo, honesto
…o que és ou o que irás ser é tudo o que guardas,
por não ter capacidade de expor o “todo” cá para fora

A escrita é um recado.
Mesmo que não escreva sobre tal ...
Há nas palavras memórias que nos fazem remar, lembrar e porque não elucidar.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Preferi ser assim


Já não é só de primavera que se trata.
O meu cabelo já não é o mesmo...
As expressões vieram para ficar.
Escolhi ter este semblante!
Podia ter sido o “Palhaço Alegre” e cozinhar na minha face as marcas que não fossem realmente as minhas.
Deixei-me apanhar por o tempo.
Preferi assim….
Não quis ser um subproduto de um produto qualquer
Uma formula que vem nos livros
Um creme milagreiro
Cirurgia plástica a “emplasticinar-me” as feições
Preferi ser assim…
Ser eu!!!
Deixar-me de penar
Deixar de penar
Deixar, deixar…
Preferi ser assim!

domingo, 9 de novembro de 2008

escrevo para me situar


Já ninguém sabe a letra de uma canção.
Vivemos de boca aberta.
...a “comer” toda a chuva caída do céu.

Já ninguém sabe cantar
Escondemos-nos na nossa solidão
e representamos em frente ao espelho.

Já nem sabemos ao certo o que nos dá prazer.
Estamos a perder os nosso valores em troca de
um consumismo exacerbado.

Os jovens de hoje em dia acham que “enxoval”
seja umas das muitas palavras que o “americanismo “
nos traz de Hollywood.

O conceito família está ultrapassado
…as lágrimas vêem-me ao olhos sempre que recordo
os jantares de família
os almoços de fim de semana,
do belo do bacalhau com grão, o cozido a portuguesa, a feijoada...

O cheiro e o paladar perdem-se no tempo,
mas os meus valores não!

Já ninguém se casa por amor,
Hoje casa-se com a desconfiança.
Os divórcios aumentarão mais que a inflação.
Hoje para se ser normal tem que se ter um padrasto

Já ninguém escreve cartas de amor.
Hoje enviam-se textos minúsculos com palavras abreviadas
ao máximo para traduzir o nosso gostar.

Já ninguém chora por chorar.
Chora-se com o intuito de…
por querer algo.
Vivemos agarrados a mesquinhez e á desconfiança.

Escrevo para me situar…

EU NÃO QUERO SER ASSIM!!!