A escolha do amor não tem um livre arbítrio, a escolha nunca depende de nós, somos simplesmente por ele os escolhidos.
O que depende de nós são meras interrogações, e não um refinado instinto, que tenha uma verdade nua e crua na ponta da língua. Uma explicação capaz de descrever a atracção de corpos que inepterruptamente se reenvindicam, de noite e de dia, mesmo que os anos, a solidão, os fármacos, a nostalgia e as vicissitudes da vida o tentem apagar.
Quando no ar uma moeda é arremeçada, nunca cabe a ela escolher, se é cara ou se é croa, restalhe apenas num curto espaço de tempo bailar.
Amar também é uma aprendiz do destino, mesmo que descalça saltite desamparada e fragil pelos caminhos, não vá a dor da direção a persuadir, e a poder machucar.

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