quinta-feira, 16 de outubro de 2014

NO OLHAR DAS MARGENS

O tempo que não vivemos hoje
já mais voltará a ser o tempo que nos quisemos

Motivámo-nos enternecidos pelo toque
Saudámos o pensamento de bravura
Conquistámos a moralidade até ao limiar da loucura
E respiramos fundo
sempre que distantes duas almas se marginalizaram

O tempo que não vivemos hoje
já mais voltará a ser o tempo que nos quisemos

Há palavras que me dizem tanto e no entanto são um mero sentido...  
Há distâncias que só são distantes por não haverem retido
a paixão na métrica dos beijos

O tempo que nos quisemos
já mais voltará a ter a mesma dormência
por entre a insistência de duas margens que de longe se avistam

Talvez por isso haja hoje numa das margens de um rio
aquela inóspita, a que não prospera e que no sempre se definha

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