sábado, 18 de abril de 2015

DESPERTAR

O deliberado de gostar não tem medida capaz de ajuizar uma carga, um peso, um motivo...
Mas tu insistias tanto em pesar essa tua agonia atirando-lhe à cara motivos de arrelia, argumentos de contrariedade
Investis-te tanto nessa animosidade que agora chorosa presa em lamentos consegues admitir o erro (...menos mal)
Sabes agora que o amor não têm hora nem um tic-tac tão preciso
Sabes também que não se afigura na altura nem no volume "da massa"
Porém sabes que dá calor e hoje sem amor não tens o quente apaziguador com que o céu azul talha as nuvens em sonhos amadurecidos dispostos a se colher

Nisto despertou com o som da torradeira a sinalizar o pão a queimar e para remediar o pequeno almoço, raspou o preto queimado de um passado cinzento nublado, barrando o duro seco e "amargo" com manteiga...

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