quarta-feira, 16 de março de 2016

PRECONCEITO

Vai atrás dos receios!
Impõe a tua voz ao pensamento.
São mais os caminhos que ficam do que aqueles que te levam a quaquer lugar.
Não tenhas receios de voltar a fazer,
não tenhas medo de voltar a tentar.
Nunca foi desprestigiante concertar um erro.
Volta sempre se houver vontande de o emendar.
Não te vergues à frustração.
Começar de novo pode até bem ser a opção mais correcta.
Há vinhos que esquecidos se tornam apetecidos e venerados das suas colheitas de então.
Há sempre uma volta a dar para remediar o que ficou para trás.
Tudo depende unicamente de ti, porque razão se vive com um não na incerteza de se recear um sim?
Vamos fazer de novo ou vamos fingir que somos capazes de assumir, sem processar nem admitir o primeiro passo à direcção?

terça-feira, 15 de março de 2016

AMBÍGUO




O erro erra em mim com tanta verdade
que eu já nem sei...
Se sou
na realidade alguém 
Ou se for
então apenas serei,
um homem a fugir de tanta contrariedade

sábado, 12 de março de 2016

UM GOSTAR OPTIMISTA

A maior loucura do homem é amar
É gostar tanto, tanto, tanto
e no entanto, não se fartar !
É gostar das formas
Das protuberâncias
Dos cutovelos
E até dos pêlos
É viajar constantemente
numa onda delirante de apelos
E mesmo sem ser conrespondido, assim ficar
Ficar só por haver
Ficar mesmo que a perecer
Ficar só por se amar
Àh como eu gostava só de gostar
Só de fingir
Só de provar
Sem me dar conta
Sem me deixar acanhar pelo que me amedronta
E apenas me deixar levar, se no final das contas
houvesses tu e o luar, para me cingir

Àh como eu gostava só de gostar...

quarta-feira, 2 de março de 2016

INTUIÇÃO

Quem nunca sentiu um aperto no peito ?
Um queixume
Um arrepio
Um pressentimento...
Capaz de devastar o que era tão certo por dentro.
Um amor
Uma paixão
Um frio
A nublar o azul de cinzento
Um receio
Um ardor
Uma moinha
Quem nunca se sentiu frágil nesses trémulos momentos?
A perscrutar a sinfonia de um pingo a afiar a estalactite do medo.
A bizarra contrariedade a antecipar,
um sofrer mais cedo.
Telepatia imoral de um instinto carnal tão devasso e pecador.
Quem nunca andou ao sabor desse vento?
Quem nunca violou um risco ao pensamento?
Quem nunca se enrolou num sexto sentido,
mesmo sem nunca ter sido, necessáriamente mulher?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

UNIVERSAL





Não procures entender a felicidade,
sem antes conhecer a razão das tuas  alergias

Percebe se te faz falta levar à boca...

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

BIPOLAR

Se no meio do nada és desconfiada e queres procurar, então procura
Investiga, desconfia...Acha!
Depois no meio da desgraça não me digas que não te avisei
Isto não é uma lição, uma reprimenda, nem tão pouco quero invocar aqui uma lei
É apenas a ordem, um desajuste humano que num estado de bem, o mal quer encontrar.
Não te deixes alienar
Não queiras encontrar de forma demente a loucura
Não queiras entregar "de barato" aquilo que te faz bem
Sabe que o colo de uma mãe nem tudo cura
Agora se quiseres desconfiar então procura
Um dia não digas é que não te avisei

É mais fácil viver no meio da desgraça do que na graça de viver bem.

99% do que constatamos são enredos que recriámos, em parceria com o sr. Medo.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

CASTELO DE AREIA

A vida tem uma forma engraçada de nos mostrar o quanto de grãos é feito o amor
Uma espécie de construção de areia, onde um castelo de praia é minuciosamente afagando, construído e edificado sob a atenção ímpar que damos às formas... ao relevo... num veemente contraste entre o receio e o medo, à cautela que prestamos ao mar, defendendo a fortaleza caso uma onda a possa abalroar e irremediavelmente num ápice desfazer.
Um amor sem exageros é palpável no ar, cúmplice e verdadeiro sem pressa de se assumir optimista por inteiro, no querer moldar, pedaço a pedaço de ponta a ponta, até que a espuma de uma onda o conceda, na melódica sinfonia dos búzios.
Contudo o homem no seu pessimismo é um lavrador de receios, de caminhos. Gosta de entender com o que se cruza no seu foco ...no seu meio... e acha razoável ousar pensar que o amor ainda que à muito o queiram descrever, é uma patologia guardada no pulsar do seu peito. Uma carência no sempre solitária prostrada a jeito, num quartinho interior à espera por se preencher.
O sabor de gostar não é amor, é paixão!
Um sabor que é digerido é algo que se desdenha, perdendo o sentido, apodrecendo sem qualquer tipo de contemplação.
Já o amor não, ele é livre não tem as grades de uma prisão, nem tem um especifico sabor se não, um aroma, com que nos alumia e invoca em espiral o afunilado da direcção.
Creio então que o amor é a emoção de tudo aquilo que nos conquista por dentro sem darmos conta nem alento à castração das dúvidas, nos seus mais inusitados e exagerados argumentos.
O quartinho interior é pois então uma imensurável mansão exterior onde os aromas que se assomam por fora nos debotam na cor, roborizando-nos a pele outrora pudor, de entregar com alma a cumplicidade do seu suspiro mais profundo.

Ajudas-me a fazer as muralhas ou vamos procurar areias mais finas noutras praias ?

A melodia só será música quando um dia houver a arte de um buzio nos guardar...