quarta-feira, 24 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
INSTINTO ANIMAL
Carnívoro
Sonhador
Compulsivo
Sexo
Carnal
Volúpia
Animal
Suor
Desmedido
Carne
Quente
Saliva
Ardente
Murmúrio
Dormente
Toque
Profundo
Vibrante
Persistente
Ritmo
Agudo
Grito
Indolente
Tesão
Incandescente
Língua
Húmida
Gulosa
Apetitosa
Corpo
Trémulo
Sangue
Efervescente
Pudor
Ausente
Coito
Vermelho
Molhado
Extasiado
Cama
Alagada
Pensamento
Perdido
Beijo
Ousado
Sorridente
Desejo
Satisfeito
Vencido
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
RESPONSABILIDADE
A responsabilidade tem frioEla não vai nua...
Sai para a rua de corpo vazio
e ornamenta-se das cores mais belas
que a cumplicidade tem para lhe dar
Poucos a entendem
mas muitos são os iludidos
Baralhados
Despidos...
No traço comprometido
de um corpo tão cru de se achar
A responsabilidade
não se cobre de vaidades
Nem se veste de perfeição
Ela entrelaça-se
na teia do afecto
sempre que na espontaneidade
de um gesto
A consciência se espelha na razão
A responsabilidade tem frio
Ela não vai nua...
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
VONTADE
Aprender não pode ser imposição ou uma obrigatoriedade se não se busca na liberdade a vontade de crescer
LAMÚRIAS
Se na pintura de um grande mestre
encontras a lógica num abstracto
Porque duvidas da palavra
Quando de sentido te perdes
por entre linhas...
Volta atrás desse tempo
e abraça a atenção que te resta
Há-de haver tanto vento
que te solte o cabelo da alma
Acorda...
Não tenhas tempo
Hà-de haver um momento
que o desatento se atenta
Deixando-se de lamuriar
...perdido de sentido
Esquivando-se de penar
Num abstracto rendido
À espera de um vento
capaz de o resgatar
Atropela o significado de ser
Anoitece a chama de existir
E enruga-te prematuramente
Mas...
Nunca por nunca
deixes que a tua perspectiva morra
sem ser passada para o papel
A vida é feita de lamentos e uma boa dose de espera
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
IMAGINÁRIO
Há tantas palavras no imaginário do meu desejo...
Que todas são poucas
para que de acerto
me moldem
a tua boca
nuns lábios meus
Desejosos de ti
amantes dos teus...
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
VISIONÁRIOS DO AZIMUTE
No anzol da oratória
Poesias mil
Narradas por colarinhos brancos
Dão tamanhos encantos
a políticos sem sal
Numa conjectura nacional
que não serve para servir
Se não para...
Se servirem de um povo
Presidentes
e Governos
Maiorias
e oposições
Todos têm o azimute
E em nenhum deles
se vislumbram soluções
Bandidos
escumalha de entendidos
Que regem
e desgovernam
Uma nação
de subnutridos
Disformes
Enganados
Reprimidos
Humilhados
Vagueiam sofridos
uma nação de carenciados
Desgovernados
Por uma classe engravatada
Que de suor pingam...
Um pouco quase nada
Indiferentes à dor
À agonia de um grito sofredor
Que ecoa ao longo deste país
Indolor...
Com o vazio que a fome propaga
Já nem a terra aos olhos cega
Nem o pão alimenta
a mentira que sustenta
O homem reprimido
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