terça-feira, 8 de agosto de 2017

DIALECTO DO MOVIMENTO

Quando o olhar é perdido
Há tanta coisa que faz sentido, mesmo que a um palmo da cara a errância te diga que não...

Um beijo roubado a um desconhecido, por exemplo, de certo sem se saber se é totalmente conrespondido, pode até não ser o tão sonhado e querido beijo, mas agora já não vale a pena conjecturar, o que interessa no momento é o desejo, é a excitação.
Um acordar sem se importar com o dia de amanhã, sem dosear a comida e muito menos a bebida pois em torno da satisfação o que interessa é a ousadia, esse estado de folia e dormência, que abastece sem te penitenciares em torno da aparência, ou, de uma razão que te reprima.
Uma ida ao fundo do poço, de uma mina, ao escuro do devaneio. Com a coragem guerreira e resiliente de um Mineiro, que parte pedra da pedra, até da rocha brilhar a cinza.
Uma fome de comer o prazer à desgarrada, de lambuzar o mais recondido dos poros da carne, sem evitar o impulso de uma boa lambada. Que sabe tão bem desferir e tatuar essa dor, quando a marca de uma mão consegue profanar o ardor, do murmurio até à última sílaba.

Quando te perdes no olhar, o mais fácil de certo é deixares-te levar, contudo o difícil será entender e admitir, o que seria de ti, se não te deixasses envolver por essa linguagem tão doce e cristalina.

Se a verdade dos teu movimentos de tão sincronizados já não te oferecem qualquer tipo de dúvidas, quando te perdes no olhar o importante também é acreditar "nesse mesmo movimento" sem derrapar num pessimismo do pensamento, que possa nubelar e te entropecer o dialecto da acção.

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