quinta-feira, 21 de novembro de 2013

DECOMPOSIÇÃO

Acordas todos os dias a ousar
mais do que aquilo que és
E adormeces sempre a julgar
a errância dos nadas que foste

As horas também são assim
passam sem passar
Até que lhe apertes o pulso...
E olhes para o relógio te dizer
O correr que não te passou

Cronometramos o pulsar
tão poucas vezes
Escassas são as vezes
que inspiramos fundo
Demasiadas são poucas as vezes
que bafejamos a felicidade
E ainda assim
Ousamos por um fim tão perfeito

Sou muito mais atento
Quando no mundo das palavras me componho
Esta minha decomposição já gasta
De uma carne desatenta
Que se arrasta
Sonolenta e errante 

Mesmo que daqui pouco
eu já não saiba de mim
e esteja distante
Sei que no aqui e agora eu pouco fui
daquilo que me sonhei
E pergunto-me...
Será bom sonhar ou até questionar à pergunta por nós
quando no concreto da voz
se esconde uma imensidão no pranto ?

A dúvida é a nossa essência
A resposta é o que nos distingue
E a simplicidade é o nosso encanto
neste binómio entre o pensar e o agir

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