De tanto acerto
iludimo-nos que estávamos errados
Por ousarmos a perfeição
Entregamos à duvida o sentimento
E ignorantes
Jogamos às cartas com o tempo
Baralhando a paixão
Orgulhosamente...
Fingimos juventude na entropia dos dias
E a cada manhã de um novo despertar
Abrimos os olhos a um sono
tão bom de se recordar
Teimosos somos
Teimosos fomos
Chorosos por acreditar
em convicções
Obstinados a não ceder
o nó do laço
que há num abraço
Rancorosos convictos
Que o acerto é parte de um erro
que ficou algures por um caminho
À espera.... por se emendar
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