quarta-feira, 18 de maio de 2016

CONSIDERAÇÃO

À tempos esqueci-me de mim, como uma
carcaça que sem graça e fora da validade se definha sob suas migalhas, sem se dar conta da brancura da sua côdea...

A memória é feita de uma história que lhe contamos ao longo de um tempo, sem nunca duvidar do escorrido argumento que lhe segredamos, nem o fato de nunca nos lembrarmos de ser, um pouco mais do que meros protagonistas secundários de uma imponente atenção.
Há sinais que se vão manifestando de   preocupação, esquecimentos insignificantes que nos revelam ao longe o caos. Mas como vivemos a fingir e não gostamos de admitir, se a dor não emerge, apagamos de nós o tempo...inflingimo-nos de ausência...sem nos apercebermos que o esquecimento será só um mal necessário, depois de tanta sonegação.
A consideração, essa, é o melhor fármaco para encurtar distâncias.
Respeitar os valores morais que guarnecem a carne, é palavra de ordem, para que a alma não se divorcie da gente.
Aprende!
Desobedece se não te enobrece.
Reeivendica se te prejudica.
Insurge-te, se na garganta uma espinha pica e não te induz engolir, só por vergonha em tossir um escarro para o branco de um guardanapo.
Considera-te, não vires caco...

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