sábado, 4 de maio de 2013

REFLEXÕES

Há pequenos nadas que me dizem tanto
Há discursos que me dizem puta alguma
E há o silencio...
Singelo e preciso
Todo ele preso
na sua forma singular

O silencio que as palavras roubam ao espaço
deve no mínimo ser respeitado
Pois toda a métrica é imprecisa
para contemplar com exactidão
o pulsar inebriante de um ser
Por isso...
As evidencias de um olhar não são esclarecidas
Nem as palavras têm a capacidade
para sanar qualquer infortúnio
E no amor a dor existe...
Mas nunca da forma como a palavra se rouba ao silencio

Quando as palavras não são dignas
Todo o silencio chora

A fobia do homem é do escuro
mas é no silencio que reside o medo
Ele é bem mais fundo do que todo o negrume
e bem mais preciso que o ressoar de mil palavras
Evoluir será então
Talhar medo ao silencio
Detalhando-se por palavras precisas
para que o silencio impere à fonética
E nunca o oposto
De na boca falar o tanto que um ouvido não escuta

Se eu me acha-se por palavras
no mais claro dos dias
Daria-te respostas tão breves
A cada instante
e sempre precisas



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