sexta-feira, 27 de abril de 2012

CLARIVIDÊNCIA

Materializo no espaço
de forma indelével
A sensatez que formiga
Em olhos que choram

Adormeço todos os dias iludido
E acordo diariamente
confundido
Num novo começo

Uma lógica que não duvide
Num passo que não suponha
Um abraço que simplifique
Inteiro !
Que dignifique

Uma clarividência
nunca dada
Uma sinceridade
transparente ...
Guardada
No espaço sensato
onde me sinto

À espera de um novo dia
adormeço
Na esperança
de me acordar
A cada manhã
no crepúsculo
de um novo começo
Onde não seja manhã ignorante
Dos dias de apatia
de um sonho
que a noite comeu

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