sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

POEMA DA DESPEDIDA






Digo-te adeus,  contudo ainda te quero 

Talvez não te vá esquecer,  mas despeço-me de ti

Não sei se me quiseste, não sei se te queria 

Ou talvez nos quisemos demasiado os dois.


Este gostar triste, apaixonado e louco 

Plantei-o em minha alma por querer-te 

Não sei se te amei muito

Não sei se te amei pouco

Mas sei que já mais voltarei a amar assim 


Levo o teu sorriso adormecido na minha memória 

E o coração diz-me que nunca mais irei esquecer-te 

Mas, ao ficar só

Sabendo que te perdi

Talvez aí comece a amar-te, como já mais alguma vez amei 


Digo-te adeus, e talvez com esta despedida 

O sonho mais bonito morrerá dentro de mim

Mas despeço-me, para o resto da vida

Mesmo que continue pensando para sempre em ti.


         Adeus, eu ainda te quero 


* Traduzido de espanhol para português de Juan Gelman


 

Te digo adiós, y acaso te quiero todavía.

Quizá no he de olvidarte, pero te digo adiós.
No sé si me quisiste... No sé si te quería...
O tal vez nos quisimos demasiado los dos.

Este cariño triste, y apasionado, y loco,
me lo sembré en el alma para quererte a ti.
No sé si te amé mucho... no sé si te amé poco;
pero sí sé que nunca volveré a amar así.

Me queda tu sonrisa dormida en mi recuerdo,
y el corazón me dice que no te olvidaré;
pero, al quedarme solo, sabiendo que te pierdo,
tal vez empiezo a amarte como jamás te amé.

Te digo adiós, y acaso, con esta despedida,
mi más hermoso sueño muere dentro de mí...
Pero te digo adiós, para toda la vida,

aunque toda la vida siga pensando en ti. adeus

* Original  

e mesmo assim eu te quero, todavia

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