"Nunca mais volto a procurar-te, podes ter a certeza que esta foi a ultima vez! "
Quantas e quantas vezes é que este episódio de uma possível rotura, já não se passou em algum momento nas nossas vidas?
Quantas e quantas vezes é que esta triste história não se apoderou de uma relação, escravizando-a, empobrecendo-a, tornando-se num hábito?
Quantas e quantas vezes é que este não foi o mote para a derradeira rotura?
Quantas e quantas vezes é que não foi até a cura, para numa jogada de sorte surgida por mero acaso alguém de novo apareça, voltando a dar o clic, para nos animar e de novo florescermos?
Uma relação que se fortalece com ameaças, parece-me a mim uma união condenada à desgraça, ao equilibrar-se na loucura das injurias, na frustração de um viver.
Debitar de ânimo leve cá para fora, palavras azedas, infames e caluniozas em prol da desarmonia, é semear no espaço a atrofia, sem colher da árvore da vida o fruto das estações.
Há que saber ceder.
Há que saber desculpar.
Há que saber ouvir.
Há que saber respirar fundo.
Há que saber ir sem remoer, nem olhar para trás.
Há que saber dar atenção, mesmo que agora a união tenho só um nó mais laço, e fácil de desapertar.
Uma relação que se agride com ameaças constantemente profetizando a rotura o seu final, é uma relação imoral, vazia de vitórias, sem memórias válidas, sem cor nem valores, fadada ao fracasso, daqui e até sempre.
(...)
"Confesso que por vezes entro neste meu espaço só para me reler.
Aliás quem é que não procura nesta vida compreender, o caminho da sua ida na tentativa de se fortalecer?"
