quinta-feira, 18 de junho de 2015

SOLUÇOS




"Simplesmente gosto de ti!..."
Afirmaste-me tu sem redundâncias
Sem necessidade de dar à frase contornos de felicidade
Sem precisar de te elevares no momento com argumentos que te substanciassem
Sem te importar com o fluxo de ar, que naquele instante te sofocava

O veneno do simples é tremendo
É nó que se crava na garganta
É borboleta que bate asas mas não canta
É musica que vence a rima
É som titubeante que contamina
É rubor dormente que dá a face quente, genuinidade

Apertou-a mais contra o peito e aninhou-se em suas formas
" Lembras-te onde foi?"
O silêncio daquele instante ruíu,
a almofada pressionada contra o peito humedeceu,
tu não respondeste
 e a luz lacrimejante de uma vela apagou-se,
como se fosse,
O último acto de um respirar, que o pensamento na chama destinguiu...
e o sopro serenou

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