sábado, 30 de junho de 2012

Metades

 









Há uma porta entreaberta
onde se contemplam metades
Há um meio e um caminho
onde a solução acena ao longe
Há uma metade que se insurge
E há uma outra meia metade
que se esconde...

Há metades que são simplicidades
onde se acomodam as desculpas
Há um todo de verdade e perfeição
quando se caminha e crê no mundo da ilusão
E há apenas o haver sem nada fazer
para que haja uma profunda e inteira revolução

Há um imediato momento
em que colidimos por pensamentos
Há um passo equidistante
onde brotam as saudades
Há um haver de querer
sem nada ter feito
E há um querer de viver
por tudo o que perdemos

Há meias metades
que no sempre se contemplam
Há metades de metades
que diariamente se ignoram
E há outras meias metades
que para sempre..
no sempre choram




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