quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

prostituição


Geradora de ilusões
a mais velha profissão do mundo
ganha dignidade na ostentação de um luxo podre
Será a ultima a morrer com fome
Degradando tudo e todos aos que se submeterem
Aos seus jogos de luxúria

Cravado na pele o cheiro empregna a alma escrava
Desanimada como o putrefacção de uma carne fedorenta
Animais de colarinho branco vão ditando as regras
Na ejaculação de um fluido tóxico
Que envenena o espirito na malha da conveniência
Prostituindo uma miséria servil e obdiente

O interesse arquitectado ganha formas
Num arroto fétido...
Num sorriso ignóbil que arrepia até a essência
A avidez esculpe estalactites pontiagudas
Em argumentos miseráveis sem olhar a meios
De forma a tirar um ressultado forçoso

De corpo vandalizado e olheiras que a devasidão come ao sono cru
Jazes tu prostituição que canibalizas até a tua propria sombra
Vitimizando a ganância de tocar e ser tocada
...com toda a devoção

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