segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

PORTA DOS SONHOS



  O Sonho é a capacidade que a vida nos dá para brincarmos de dentro para fora, ao invés a vida é o palco que o mundo nos oferece para com ele brincamos de fora para dentro, da melhor forma possível.


Nunca pares de brincar, nem que para isso tenhas que fazer longas pausas até que, de novo, voltes à realidade e, abras essa porta para as brincadeiras.

Talvez por isso é que seja tão importante saber brincar, para entrar no mundo dos sonhos.
Talvez por isso sejam necessárias as noites, bem dormidas.
Talvez por isso hajam tantas feridas quando crescemos, por não as saber sarar, quando na verdade, desde criança sabemos identificar aqueles que mais gostamos para brincar connosco.

Não leves a vida tão a sério, os joelhos não vão aguentar quando um dia te lembrares que, a saltar os dias valiam muito mais apena do que, o receio de recomeçar, seja o aquilo que for, a cada um novo dia.



sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

REMOER O VAZIO





"Nunca mais volto a procurar-te, podes ter a certeza que esta foi a ultima vez! "


Quantas e quantas vezes é que este episódio de uma possível rotura, já não se passou em algum momento nas nossas vidas?
Quantas e quantas vezes é que esta triste história não se apoderou de uma relação,  escravizando-a, empobrecendo-a, tornando-se num hábito?
Quantas e quantas vezes é que este não foi o mote para a derradeira rotura?
Quantas e quantas vezes é que não foi até a cura, para numa jogada de sorte surgida por mero acaso alguém de novo apareça, voltando a dar o clic, para nos animar e de novo florescermos?
Uma relação que se fortalece com ameaças, parece-me a mim uma união condenada à  desgraça, ao equilibrar-se na loucura das injurias, na frustração de um viver.


Debitar de ânimo leve cá para fora, palavras azedas, infames e caluniozas em prol da desarmonia, é semear no espaço a atrofia, sem colher da árvore da vida o fruto das estações.

Há que saber ceder. 
Há que saber desculpar. 
Há que saber ouvir. 
Há que saber respirar fundo. 
Há que saber ir sem remoer, nem olhar para trás.
Há que saber dar atenção, mesmo que agora a união tenho só um nó mais laço, e fácil de desapertar.
Uma relação que se agride com ameaças constantemente profetizando a rotura o seu final, é uma relação imoral, vazia de vitórias,  sem memórias válidas, sem cor nem valores, fadada ao fracasso, daqui e até sempre.
 
(...)


"Confesso que por vezes entro neste meu espaço só para me reler. 
Aliás quem é que não procura nesta vida  compreender, o caminho da sua ida na tentativa de se fortalecer?"